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O direito ao voto das mulheres no Brasil

Imagem - O direito ao voto das mulheres no Brasil

No dia 24 de fevereiro comemoramos o dia da conquista do voto feminino no Brasil! Por muitos anos da nossa história, as mulheres foram excluídas da participação na vida política.

Até o início do século XX, o voto  era um direito exclusivo dos homens – especialmente de homens ricos - em quase todo o mundo. A luta pelo direito ao voto das mulheres perdurou por quase uma década no Brasil, e foi somente em 1965 que o Código Eleitoral Brasileiro permitiu que todas as mulheres pudessem votar nas eleições. 

O direito ao voto foi obtido através de uma longa e aguerrida luta de ativistas como Bertha Lutz, Pagu e Nísia Floresta. Desde o início da República, foram produzidas diversas emendas constitucionais que promoviam direitos políticos às mulheres: todas foram rejeitadas. 

Bertha Lutz

Contudo, algumas mulheres da elite intelectual daquele período aproveitaram brechas na legislação para participar das decisões políticas.

Em 1880, Isabel de Mattos Dillon tornou-se a primeira mulher a votar no país. Naquele ano, a Lei Saraiva passou a prover a todos os cidadãos possuidores de títulos científicos o direito ao voto. Isabel de Mattos Dillon era dentista, o que possibilitou a inclusão de seu nome na lista de eleitores do Rio Grande do Sul. No entanto, o contingente de mulheres com esse título no país era irrisório e Isabel era exceção à regra. 

Outro importante acontecimento que se desdobrou com recursos semelhantes foi a fundação do Partido Republicano Feminino, em 1910. Presidido por Leolinda Daltro, a organização visava a cooperação feminina para o progresso do país, o combate à exploração de mulheres e a reivindicação do direito ao voto.

Inspirado nas suffragettes inglesas, o PRF organizava passeatas e lutava pela educação voltada para o trabalho.

Com a elaboração do primeiro Código Eleitoral do Brasil, em 1932, houve a criação da Justiça Eleitoral, de eleições padronizadas e voto obrigatório, secreto e universal. Com isto, nas eleições legislativas de 1933, algumas brasileiras puderam votar e ser votadas pela primeira vez. Incorporado à Constituição de 1934, o voto feminino era estendido às mulheres solteiras e viúvas que exerciam trabalhos remunerados. As mulheres casadas deveriam ser autorizadas pelos maridos para votar. Esta situação foi modificada  apenas em 1965, quando o novo Código Eleitoral igualou o voto feminino ao masculino.

Essa foi uma importante mudança em nossa sociedade, abrindo possibilidades para a maior participação da mulher na vida pública, incluindo o acesso à educação e a conquista de sua independência.    

Curiosidades

Fonte: https://www.politize.com.br/conquista-do-direito-ao-voto-feminino/


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